O Vasco da Gama segue em rota de ascensão sob o comando de Renato Gaúcho. Após a vitória contra o Grêmio neste último domingo (22), em São Januário, o treinador concedeu entrevista coletiva e não escondeu a satisfação com o desempenho da equipe. Para Renato, o placar poderia ter sido ainda mais elástico, refletindo a superioridade vascaína em momentos cruciais da partida.
Domínio e oportunidades desperdiçadas
Apesar do equilíbrio natural de um confronto entre duas camisas pesadas, Renato ressaltou que o Vasco teve o controle das ações para definir o jogo mais cedo.
“Fico feliz pelo desempenho. Criamos chances reais e, pelo que produzimos, poderíamos ter feito o terceiro gol e tido um final de jogo mais tranquilo”, afirmou o técnico.
O “fator 45 pontos” e a mentalidade do grupo
Questionado sobre os objetivos do Vasco na temporada, Renato manteve os pés no chão, mas mostrou ambição. Ele reiterou a importância de alcançar a pontuação de segurança o quanto antes para, então, permitir que o time sonhe com voos maiores na tabela. “Qualquer time que disputa o Brasileiro quer fazer logo os 45 pontos. É a meta que nos dá tranquilidade para trabalhar. O grupo entendeu a mensagem e está se doando ao máximo”, explicou.
Reencontro com o Grêmio
O duelo teve um tempero especial para o treinador, que é o maior ídolo da história do clube gaúcho. Renato, no entanto, profissionalizou o sentimento e focou na sua missão atual de recuperar o Gigante da Colina. “Todo mundo conhece minha história no Grêmio, o carinho é eterno. Mas hoje defendo as cores do Vasco e meu objetivo é colocar este clube onde ele merece estar: no topo. Ver a torcida inflamada aqui em São Januário é algo que motiva qualquer profissional”.
Próximos passos
Com a vitória, o Vasco ganha fôlego na tabela e consolida o trabalho de Renato, que ainda não perdeu desde que assumiu o cargo (acumulando duas vitórias e um empate). O foco agora se volta para a correção de detalhes defensivos e a manutenção da intensidade física que se tornou marca registrada nestas últimas rodadas.
O alce Maple, a onça-pintada Zavu e a águia Clutch são os mascotes da Copa de 2026
Desde que o leão World Cup Willie (ao lado) apareceu em 1966, a figura do mascote tornou-se uma ferramenta de marketing de bilhões de dólares. Em 2026, as estrelas da vez são três: Maple (alce, representando o Canadá), Zayu (onça-pintada, do México) e Clutch (águia-americana, símbolo dos EUA). Mas você sabia que para cada Naranjito (mascote da Copa da Espanha em 1982 que até hoje faz sucesso), “Zakumi” ou “Fuleco” que chega às prateleiras e rende milhões, dezenas de conceitos são descartados em salas de reunião da FIFA. Alguns por serem bizarros demais, outros por tocarem em feridas políticas ou simplesmente por falharem na tentativa de serem “modernos”. E ainda temos os casos dos que, mesmo aprovados, não caíram no gosto do público e ainda gararam polêmicas. Vamos relembrar alguns deles?
O Mistério de 2002: O que eram os Spheriks?
A Copa na Coreia e no Japão já tinha os ineditismos de ser na Ásia e de ter duas sedes, e ainda tentou romper com a tradição de animais e humanos como mascotes. Mas nessa, falhou miseravelmente. O resultado foram os Spheriks (Ato, Kaz e Nik), que são… Bom, são isso aí! O que poucos sabem é que a ideia original envolvia criaturas ainda mais abstratas e “alienígenas”, que foram suavizadas após pesquisas de mercado indicarem que as crianças tinham medo das formas pontiagudas e das cores fluorescentes originais. Foi a primeira vez que o design digital “apanhou” para a aceitação do público.
Alguns mascotes das Copas tiveram a consagração do público e até hoje fazem muito sucesso
Mas há os que geraram polêmicas, não caíram nas graças do público e são pouco lembrados
O Caso “Ciao”: O Boneco de Blocos que Dividiu a Itália
Em 1990, a Itália apresentou o Ciao, um boneco feito de blocos com as cores da bandeira e uma bola no lugar da cabeça. Até hoje, ele é citado em escolas de design como um exemplo de “ame ou odeie”. O que não foi revelado na época é que houve uma forte pressão para que o mascote fosse um personagem histórico (como um Gladiador ou o Pinóquio), mas a FIFA insistiu em algo que fosse “fácil de reproduzir em pixels”, prevendo a era dos videogames.
ANO / COPA
MASCOTE
CONCEITO
POR QUE GEROU POLÊMICA
1982 / Espanha
Naranjito
Uma laranja
Críticas ferozes da imprensa espanhola por ser “simples demais” para representar a cultura ibérica.
1986 / México
Pique
Uma pimenta jalapeño
Acusado de reforçar estereótipos mexicanos (chapéu e bigode).
2006 / Alemanha
Goleo VI
Um leão sem calças
Gerou debates na Alemanha sobre a falta de roupas e o fato de leões não serem animais nativos do país.
2022 / Catar
La’eeb
Um lenço de cabeça (Keffiyeh)
Gerou memes globais comparando-o ao “Gasparzinho”.
Os “Quase-Mascotes” de 2026
Para a Copa na América do Norte, com três países dividindo a sede, o desafio era criar algo que não privilegiasse apenas uma cultura (como a Águia americana, o Bordo canadense ou a Arara mexicana). Nesse contexto, surgiram Maple (alce), Zayu (onça-pintada) e Clutch (águia-americana) como representantes de Canadá, México e Estados Unidos, respectivamente. Mas fontes de agências de design indicam que a FIFA descartou rascunhos de animais híbridos (uma mistura de urso com coiote) por parecerem “quimeras assustadoras”. O trio de 2026 ainda vem com outra proposta: pela primeira vez se tornarão mascotes jogáveis – eles farão parte do FIFA Heroes, jogo virtual de futebol de cinco que será lançado pela FIFA às vésperas da Copa. O objetivo da entidade que rege o futebol mundial é tornar a competição cada vez mais próxima do público jovem.
Curiosidades dos Mascotes
O mascote de 1974, Tip e Tap, eram dois meninos alemães. A ideia na época era simbolizar a união das Alemanhas Ocidental e Oriental, mas o design foi criticado por ser “genérico demais”, parecendo apenas um anúncio de marca de leite da época.
Mesmo ainda um ícone histórico quando o assunto é mascote da Copa, o simpático Naranjito (Espanha, 1982) também apanhou da crítica local. Quem não gostava dele o acusava de ser “simples demais” para representar a cultura ibérica.
Em 1986, no mesmo México sede de 2026, o mascote era Pique, uma pimenta jalapeño. Até fez sucesso, mas era frequentemente acusado de reforçar estereótipos mexicanos (chapéu e bigode).
Em 2006, o Leão Goleo foi o campeão das polêmicas. Gerou debates acalorados na Alemanha desde sobre a falta de roupas até o fato meio óbvio de leões não serem animais nativos do país.
Na Copa do Catar em 2022, o mascote La’eeb era um tradicional lenço de cabeça (Keffiyeh), muito importante na cultura do Oriente Médio, mas gerou uma avalanche de memes globais comparando-o ao “Gasparzinho”, o fantasminha camarada.
Desde a Copa de 1990, mascotes viraram um mercado milionário para a FIFA e os países-sede
As curiosas histórias de países que tiveram seus momentos nas Copas, mas ficaram no passado
Camisas que já fizeram história em algum momento das Copas, mas que não existem mais
O futebol é, muitas vezes, muito mais duradouro que as fronteiras geográficas. Ao folhear o livro de ouro da FIFA, encontramos facilmente nomes de nações que ostentam campanhas históricas, goleadores lendários e uniformes icônicos, mas que hoje não possuem mais hino, bandeira ou assento na ONU. Até a Copa da Itália, em 1990, o cenário praticamente se mantinha intacto. O colapso da União Soviética em 1991, e de outros países da chamada Cortina de Ferro na sequência, fez um verdadeiro “Rebranding” no mapa-múndi, na geopolítica e, claro, nas fronteiras do futebol. Conheça agora um pouco mais das potências “extintas” que ainda assombram os gramados da memória dos torcedores.
1) União Soviética (URSS): O Gigante de Ferro
A URSS foi uma das forças mais temidas do século 20, e não só no futebol. Com o lendário goleiro Lev Yashin (na foto), o “Aranha Negra”, os soviéticos participaram de sete Copas, alcançando como melhor campanha o quarto lugar em 1966, na Inglaterra. A seleção da Rússia (que atualmente está banida das competições da FIFA justamente pela guerra com uma das ex-repúblicas soviéticas, a Ucrânia), herdou todos os registros oficiais, mas nunca mais chegou nem perto de repetir a mesma performance em campo. Isso porque a força daquela equipe vinha exatamente da mistura de talentos de repúblicas que hoje são independentes, como a Ucrânia, a Geórgia e até do Uzbequistão, que em 2026 estreia na Copa do Mundo como nação independente.
Países de tradição e boas participações em Copas do Mundo até a década de 1980, URSS e Iugoslávia se fragmentaram em vários países a partir do colapso do comunismo em 1990
2) Iugoslávia: O “Brasil da Europa” Tecnicamente refinada e historicamente instável, essa poderia ser a lápide da extinta Iugoslávia, que foi semifinalista na primeira Copa do Mundo (1930) e também em 1962. Conhecidos pelo drible curto e visão de jogo, os iugoslavos eram uma potência multiétnica. Tinham, com justiça, o apelido de “Brasil da Europa”, pelo jogo muito mais técnico do que outras seleções europeias e pelo constante “open bar” de craques em campo. Com a morte do General Tito (o grande líder da nação unificada) em 1980, as feridas históricas se abriram novamente, culminando com a fragmentação do país nos anos 1990 e com a sangrenta Guerra Civil, mas ainda assim a Iugoslávia jogou as Copas de 1990 e 1998 (essa já com a presença da Croácia, inclusive semifinalista na sua estreia). E aqui está o ponto: se a Sérvia herdou grande parte do que era a Iugoslávia (incluindo a capital, Belgrado), no futebol o DNA parece ter ficado mesmo com a Croácia, que mantém o estilo de jogo técnico, de craques em profusão (só Modric já encerra essa questão) e resultados expressivos, como as semifinais de 1998 (na estreia) e 2022 e a final de 2018, na Rússia. Além de Sérvia e Croácia, a dissolução da Iugoslávia fez surgir mais cinco nações, e destas, a Eslovênia (2010) e a Bósnia & Herzegovina (2014, no Brasil) já estiveram em Copas, enquanto Kosovo e Macedônia do Norte já bateram na trave para isso e Montenegro ainda parece distante desse sonho.
Fragmentada em sete países a partir de 1990, a Iugoslávia ainda disputou a Copa de 1998
Alemanha Oriental (RDA): O Outro Lado do Muro Enquanto a Alemanha Ocidental colecionava títulos e sempre foi uma das grandes potências do futebol, a vizinha Alemanha Oriental (RDA) era o “patinho feio” da relação: sem títulos, teve apenas uma participação, justamente em 1974, na Alemanha. Porém, a estreia de certa forma foi histórica: um honroso sexto lugar e a vitória contra os “irmãos” do Ocidente (que seriam campeões daquela Copa) por 1 a 0 na fase de grupos. Após a queda do Muro de Berlim em 1989 e a reunificação em 1990, a seleção da RDA deixou de existir, fundindo-se à atual tetracampeã mundial sem deixar grandes marcas. Hoje, o destaque (nem um pouco comunista) é o RB Leipzig, da cidade que fazia parte da RDA e que hoje é uma das forças da Bundesliga por causa da parceria com a Red Bull. Outro clube tradicional da elite do país, o FC Union Berlin, da capital alemã, até 1989 ficava do outro lado do Muro.
SELEÇÃO
ÚLTIMA COPA
MELHOR CAMPANHA
O QUE SE TORNOU HOJE
Iugoslávia
1998*
4º Lugar (1930, 1962)
Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia & Herzegovina, Macedônia do Norte, Montenegro e Kosovo
União Soviética
1990
4º Lugar (1966)
Rússia, Ucrânia, Geórgia, Uzbequistão e outras 11 repúblicas
Tchecoslováquia
1990
Vice-campeã (1934, 1962)
República Tcheca e Eslováquia
Alemanha Oriental
1974
6º Lugar (Fase Final)
Parte da Alemanha unificada
Zaire
1974
Fase de Grupos (lanterna)
República Democrática do Congo
*Em 1998 e 2006, o país jogou como “República Federal da Iugoslávia” e “Sérvia e Montenegro”, respectivamente, antes da separação total.
3) A Tchecoslováquia e o “Quase” Mundial Poucas seleções extintas chegaram tão perto da glória quanto a Tchecoslováquia. Foram oito participações até 1990 e dois vice-campeonatos mundiais perdidos para gigantes: o primeiro para a Itália de Giuseppe Meazza (e de Mussolini) em 1934 e o segundo para o Brasil de Garrincha em 1962. Em 1993, na onda da dissolução da Cortina de Ferro, o país se dividiu pacificamente (diferente de outros vizinhos) na chamada “Separação de Veludo”. Curiosamente, a seleção tchecoslovaca ainda disputou as eliminatórias para a Copa de 1994 (não se classificou) como um “time combinado” (RCS) antes de desaparecer definitivamente. Já como República Tcheca (a herdeira natural do histórico e do bom futebol), alcançou o vice-campeonato da Eurocopa em 1996 mas esteve apenas na Copa do Mundo de 2006. Já a irmã Eslováquia teve a sua única participação em 2010, na África do Sul, caindo nas oitavas de final.
Primeiro país da África Negra a disputar uma Copa, o Zaire ficou marcado pela camisa icônica
4) O Caso do Zaire: O Nome que Mudou e o uniforme que virou lenda Em 1974, o mundo conheceu o Zaire, a primeira seleção da África Subsaariana a disputar uma Copa do Mundo. Aqui, vale um contexto: Zaire era desde 1971 o nome do até então Congo Belga, e que a partir de 1997 passou a se chamar República Democrática do Congo. A participação dos “Leopardos” foi marcada por alguns fatos: o uniforme verde e amarelo com um leopardo estampado, um ícone vintage até hoje, a última colocação no Mundial com três derrotas e sem marcar nenhum gol, incluindo um sonoro 9 a 0 para a Iugoslávia (na estreia perderam de 2 a 0 para a Escócia), e a história que só se soube anos após de que no jogo de despedida contra o então campeão Brasil, os chutões para a arquibancada quando o jogo já estava 3 a 0, incluindo o famoso lance quando o Brasil tinha uma falta na entrada da área para cobrar no fim do jogo, tinham uma razão oculta: após a piaba para os iugoslavos (com direito a teorias de corpo mole por desacordos nas premiações), o ditador do país, Mobutu Sese Seko, ameaçou que todo o elenco não retornaria ao país (leia-se…) se levasse uma nova goleada humilhante. Como pelo jeito o ditador era da turma do “3 a 0 não é goleada”, os jogadores acharam por bem não levar o quarto gol de jeito nenhum, e conseguiram! Folclores à parte, a verdade é que seja como Zaire, seja como Congo, o país nunca mais havia passado perto de repetir a façanha até que, 52 anos depois, está a uma partida da repescagem mundial de voltar a uma Copa do Mundo, após bater na trave pela vaga direta (vencia Senegal por 2×0, mas permitiu a virada), mas se redimir com honras nos playoffs do Continente, despachando pra casa as potências Camarões e Nigéria.
A Copa do Mundo de 2026 não será apenas histórica pelo número recorde de 48 seleções, de países-sede (três) e de partidas (104), mas também pela sua escala geográfica sem precedentes. Espalhada por toda a América do Norte, dividida entre Estados Unidos, México e Canadá, a competição terá 16 estádios que mesclam templos históricos do nosso futebol, casas tradicionais do “outro futebol”, a NFL, e arenas tecnológicas de última geração. Abaixo, detalhamos as sedes que receberão os jogos do torneio, organizadas por país e capacidade.
Estados Unidos: O Coração do Espetáculo
Com 11 das 16 sedes, os EUA concentram a maior parte das partidas, incluindo a grande final, que será realizada no dia 10 de julho no MetLife Stadium, em Nova York.
Cidade
Estádio
Capacidade
Jogos
Destaque
Nova York/Nova Jersey
MetLife Stadium
82.500
8
Palco da final e da estreia do Brasil
Dallas
AT&T Stadium
80.000
9
Recordista em número de jogos
Kansas City
Arrowhead Stadium
76.416
6
Maior telão de estádio do mundo
Houston
NRG Stadium
72.220
7
Possui teto retrátil de alta tecnologia
Atlanta
Mercedes-Benz Stadium
71.000
8
Design futurista e teto “ojo”
Los Angeles
SoFi Stadium
70.240
8
Estádio mais caro do mundo
Filadélfia
Lincoln Financial Field
69.796
6
Ícone da costa leste americana
Seattle
Lumen Field
69.000
6
Conhecido pelo barulho ensurdecedor da torcida
São Francisco
Levi’s Stadium
68.500
6
Sustentabilidade e tecnologia do Vale do Silício
Boston
Gillette Stadium
65.878
7
Sede histórica da Nova Inglaterra
Miami
Hard Rock Stadium
64.767
7
Experiência premium e clima tropical
México: O Peso da Tradição
O México se torna o primeiro país a receber três edições da Copa do Mundo, utilizando estádios que respiram a história do futebol mundial.
Cidade
Estádio
Capacidade
Jogos
Destaque
Cidade do México
Estádio Azteca
87.523
5
Sede da abertura da Copa pela 3ª vez (inédito) e templo de Pelé e Maradona
Monterrey
Estádio BBVA
53.500
4
Conhecido como Gigante de Aço
Guadalajara
Estádio Akron
48.071
4
Arquitetura inspirada em um vulcão
Canadá: A Estreia como Anfitrião
O país estreia na organização do Mundial com duas sedes estratégicas, garantindo a presença do torneio no extremo norte do continente.
Cidade
Estádio
Capacidade
Jogos
Vancouver
BC Place
54.500
7
Recentemente renovado para o torneio
Toronto
BMO Field
45.000
6
Foi “ampliado” para os jogos da Copa, incluindo a estreia do Canadá
Curiosidades
Logísticas: Para mitigar o desgaste das viagens longas, a FIFA optou por regionalizar a fase de grupos. As seleções jogarão em “clusters” geográficos (Oeste, Central e Leste), permitindo que torcedores e atletas se desloquem menos entre as imensas distâncias da América do Norte.
O Estádio Azteca fará história ao abrir o torneio no dia 11 de junho, se tornando o primeiro da história a receber 3 Copas do Mundo diferentes, enquanto o MetLife Stadium encerrará a jornada no dia 19 de julho, coroando o novo campeão mundial.
Questões geográficas: O forte calor na América do Norte na época das partidas é uma preocupação, sobretudo em partidas com horários mais cedo. A altitude nos jogos no México também será um fator importante. Monterrey não tem altitude relevante, mas Guadalajara (1.522m) e a Cidade do México (2.240m) são pontos de atenção para seleções não acostumadas.
Os Templos da Copa 2026
Estádio Azteca – Cidade do México, México Um dos principais palcos históricos do futebol mundial, o Azteca será o palco da abertura da Copa do Mundo dia 11 de junho com México x África do Sul, e receberá ainda mais quatro jogos. Tem capacidade oficial para 104 mil pessoas, mas na Copa a Fifa trabalha com capacidade para 83 mil. Ele recebeu as aberturas e as finais de 1970 e 1986, coroando Pelé e Maradona. Agora, se tornará o único da história a abrir e a receber três Copas do Mundo. A altitude é um fator importante: o Azteca está 2.240 metros acima do nível do mar.
Akron Stadium – Guadalajara, México De ótimas lembrança para nós brasileiros, é a casa do tradicional Chivas Guadalajara, na cidade de Jalisco, na Grande Guadalajara. Receberá ao todo quatro partidas, incluindo a segunda do México. Tem capacidade para 45 mil pessoas e altitude de pouco mais de 1,5 mil metros.
BBVA Stadium – Monterrey, México O estádio que é a casa do Monterrey vai receber três jogos da fase de grupos e mais um da nova primeira fase do mata-mata. Tem capacidade para mais de 53 mil pessoas. É conhecido no país como “O Gigante de Aço” e não chega a comprometer na altitude.
BMO Field – Toronto, Canadá O estádio de Toronto será o palco do primeiro jogo da seleção do Canadá em 2026, no dia 12 de junho. Também vai receber mais cinco partidas. Palco tradicional no país, teve sua capacidade estendida para 45 mil pessoas para os jogos do Mundial.
BC Place – Vancouver, Canadá O estádio de Vancouver vai receber o segundo e o terceiro jogo da seleção canadense na fase de grupos, nos dias 18 e 24 de junho de 2026, e mais cinco partidas do Mundial — incluindo um das oitavas de final. Tem capacidade para 54.500 pessoas.
Mercedes-Benz Arena – Atlanta, Estados Unidos A arena multiuso em Atlanta, no sul dos EUA, é casa do Atlanta Falcons da NFL e do Atlanta United da MLS e se destaca pela arquitetura e a cobertura retrátil. Tem capacidade para 71 mil pessoas e vai receber oito jogos da Copa.
Gillette Stadium – Boston, Estados Unidos O estádio de Boston (fica em Foxborough, nos arredores da cidade), receberá sete jogos, o mais importante deles um das quartas de final. Tem capacidade para pouco mais de 64 mil torcedores. É a casa do New England Patriots na NFL e do New England Revolution, da MLS. Foi construído pelo dono dos Patriots ao lado do antigo Estádio Foxboro, que recebeu jogos da Copa de 1994.
AT&T Stadium – Arlington, Estados Unidos Chegou a ser cotado para receber a final da Copa, mas acabou ganhando de prêmio de consolação ser o palco que receberá mais partidas no Mundial: nove no total. A casa dos Dallas Cowboys recebe mais de 80 mil pessoas fica na cidade de Arlington, nos arredores de Dallas, e impressiona pelo maior telão do mundo.
Lincoln Financial Field – Filadélfia, Estados Unidos O estádio para 68 mil torcedores na histórica cidade, berço da independência dos EUA, receberá seis partidas, incluindo Brasil x Haiti no dia 19 de junho. Outro destaque não será por acaso: o jogo ali das oitavas de final será justamente no aniversário de 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos, no dia 4 de julho.
NRG Stadium – Houston, Estados Unidos O estádio da cidade de Houston, do Texas, recebe mais de 72 mil pessoas e será palco de sete jogos, sendo cinco pela fase de grupos. Foi o primeiro estádio da NFL a ter teto retrátil.
Arrowhead Stadium – Kansas City, Estados Unidos Também conhecido como GEHA Field (por causa de naming rights), é a casa do tradicionalíssimo Kansas City Chiefs, da NFL, e fica no estado de Missouri. Vai receber seis jogos da Copa, incluindo um das quartas de final. Tem capacidade para quase 75 mil torcedores. É a única das arenas americanas que precisou de reformas na estrutura para o Mundial.
SoFi Stadium – Los Angeles, Estados Unidos É a “joia da coroa” da Copa. Trata-se do palco mais novo do Mundial, inaugurado em 2020, e também o que mais abusa da modernidade e, claro, o mais caro (custou inacreditáveis mais de R$ 30 bilhões). Com capacidade para pouco mais de 70 mil torcedores, a Arena de Los Angeles (fica em Inglewood, nos arredores de LA) sediará o primeiro e o terceiro jogos da seleção dos Estados Unidos na fase de grupos, nos dias 19 e 25 de junho, e outras seis partidas.
Hard Rock Stadium – Miami, Estados Unidos O estádio de Miami será palco de sete jogos, incluindo a disputa de terceiro lugar. Com capacidade para 65 mil torcedores, tem experiência de sobra em grandes eventos, pois já recebeu seis edições do Super Bowl. É a casa do Miami Dolphins, da NFL.
MetLife Stadium – Nova York, Estados Unidos Entre tantas arenas de última geração, este será o palco da final da Copa do Mundo de 2026, no dia 19 de julho. Receberá oito jogos no total, incluindo a estreia do Brasil no Mundial, contra Marrocos no dia 13 de junho. Fica em East Rutherford, no encontro das cidades de Nova Jersey e Nova York, e tem capacidade para mais de 82 mil pessoas. É a casa do New York Giants e do New York Jets, mas também já recebeu a final da Copa América Centenário, em 2016.
Levi’s Stadium – São Francisco, Estados Unidos O estádio na região de São Francisco, na Califórnia, comporta 68.500 torcedores. Vai receber seis jogos da Copa e é a casa do San Fracisco 49ers, da NFL.
Lumen Field – Seattle, Estados Unidos Com capacidade para mais de 68 mil torcedores, o Lumen Field, em Seattle, vai sediar seis partidas. É famoso pela acústica barulhenta quando está cheio. Normalmente, é a casa do Seattle Seahawks, atual campeão da NFL, o Seattle Sounders, que também já foi campeão da MLS, e o Seattle Reign, da NWSL, a liga de futebol feminino dos Estados Unidos.