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Copa do Mundo 2026

Chile x Brasil: freguesia que atravessa gerações nas Copas

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Brasileiro Garrincha se prepara para driblar o zagueiro do Chile na semifinal da Copa do Mundo de 1962.

Como diria o narrador Galvão Bueno: Tá em crise? Chama o Chile! O bordão famoso é bem-humorado, mas ilustra bem uma das maiores sinas de um país em Copas do Mundo.

A trajetória do Chile nos Mundiais é marcada por um misto de talento técnico e uma barreira geográfica e psicológica intransponível: o Brasil. Nas quatro vezes que o Chile conseguiu avançar da fase de grupos na história das Copas, em todas o destino colocou a Seleção Brasileira em seu caminho.

O retrospecto é implacável, com eliminações traumáticas em todas: em casa na semifinal em 1962, goleadas em 1998 e 2010 e a quase vingança de 62 em 2014, no Mineirão, com a bola de Pinilla no travessão nos acréscimos da prorrogação e depois a derrota nos pênaltis.

O auge doméstico e o carrasco Garrincha

A melhor campanha da história de “La Roja” aconteceu em 1962, quando o país sediou o evento. Naquela ocasião, o Chile chegou às semifinais, mas foi parado pelo brilhantismo de Garrincha, perdendo por 4×2 e abrindo caminho para o bicampeonato brasileiro. O consolo veio na disputa de terceiro lugar, com uma vitória de 1×0 sobre a Iugoslávia, garantindo a maior glória do futebol chileno até hoje.

A cicatriz do Maracanã e o banimento

Um dos capítulos mais sombrios do futebol sul-americano envolveu o Chile nas Eliminatórias para a Copa de 1990. No episódio que ficou conhecido como “O Incidente de Roberto Rojas”, o goleiro chileno simulou ter sido ferido por um sinalizador atirado pela “Fogueteira do Maracanã” Rosenery Mello em um decisivo contra o Brasil pelas eliminatórias. Além da eliminação em campo naquele dia, a farsa foi descoberta, resultando em um banimento severo que impediu o Chile de disputar as eliminatórias da Copa de 1994.

A freguesia consolidada

Nas Copas da França e da África do Sul, o roteiro foi impiedoso. Em 1998, o ótimo Chile da dupla Za-Sa (Zamorano e Salas) caiu nas oitavas após uma goleada por 4×1, com exibições de gala de Ronaldo e César Sampaio. Já em 2010, sob o comando de Marcelo Bielsa, a equipe apresentou um futebol ofensivo e vistoso, mas sucumbiu novamente diante da eficiência brasileira do técnico Dunga: um 3×0 inapelável que encerrou o sonho chileno precocemente.

Ronaldo e Ivan Zamorano após goleada brasileira por 4×1 nas oitavas da Copa de 1998

O trauma do Mineirão e a última dança

Mas a eliminação mais dolorosa ocorreu em 2014, no Brasil. Após um empate em 1×1 no tempo normal e uma bola no travessão de Pinilla no último minuto da prorrogação, o Chile foi derrotado nos pênaltis no Mineirão (o mesmo palco do 7×1 poucos dias depois). O revés marcou a última participação chilena em Copas até hoje, mas também serviu de combustível para a “Geração de Ouro”, que logo em seguida conquistou o bicampeonato da Copa América (2015 e 2016), as únicas taças da história do país.

O fim da Geração de Ouro e o hiato atual

Após o brilho de nomes como Alexis Sánchez e Arturo Vidal na década passada, o Chile enfrenta um período de terra arrasada. A equipe não conseguiu se classificar para as últimas três edições do Mundial: Rússia (2018), Catar (2022) e a recente edição na América do Norte (2026), inclusive ostentando a lanterna das eliminatórias. O hiato evidencia a dificuldade de renovação após o fim de sua maior geração.

A sina do Chile nas Copas

Abaixo, o histórico detalhado da participação chilena no torneio:

COPA DO MUNDORESULTADOALGOZOBSERVAÇÃO
2026Não se classificouTerceira ausência seguida, com direito a lanterna das Eliminatórias, e fim melancólico da “Geração de Ouro” de Arturo Vidal, Alexis Sanchez e Cia
2022Não se classificou
2018Não se classificou
2014Oitavas de FinalBrasilDerrota traumática nos pênaltis no Mineirão após a bola na trave de Pinilla no último lance da prorrogação
2010Oitavas de FinalBrasilTime ofensivo de Marcelo Bielsa parou no pragmatismo do Brasil de Dunga: 3×0
2006Não se classificou
2002Não se classificou
1998Oitavas de FinalBrasilGoleada de 4×1, brilho de Ronaldo e fim da linha para a geração de Salas e Zamorano
1994SuspensoPunido pela FIFA (Caso Rojas)
1990Não se classificou
1986Não se classificou
1982Fase de Grupos
1978Não se classificou
1974Fase de Grupos
1970Não se classificou
1966Fase de Grupos
19623º LugarBrasil4×2 na semifinal em casa, com atuação de gala de Garrincha
1958Não se classificou
1954Não se classificou
1950Fase de Grupos
1938Não se classificou
1934Não se classificou
1930Fase de Grupos

Copa do Mundo 2026

Adidas, Nike e Puma dominam 77% das seleções na Copa 2026

Guerra dos Mantos: Confira quem veste cada uma das 48 seleções da Copa 2026 no bilionário mercado de material esportivo

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Arte mostrando a divisão das seleções da Copa 2026 de acordo com as fornecedoras de material esportivo.

Adidas, Nike, Puma? Afinal, quem manda no bilionário mercado das camisas das seleções da Copa do Mundo 2026? A disputa fora das quatro linhas para a Copa nos EUA, México e Canadá já tem seus primeiros vencedores definidos no mercado de material esportivo.
Após a definição das 48 seleções, o trio formado pelas gigantes Adidas, Nike e Puma detém o controle de mais de 77% das seleções classificadas para o torneio na América do Norte, vestindo 37 delas no total. Com a expansão para 48 equipes, a Adidas lidera o ranking de volume com 14 parcerias, seguida de perto pela Nike (12) e Puma (11).
O Mundial deste ano marca ainda a estreia polêmica da marca Jordan no uniforme nº 2 do Brasil, um movimento ousado e histórico de lifestyle infiltrado no futebol de elite. Veja quem veste quem na Copa do Mundo 2026.

O Ranking do Poder: Adidas na Liderança

A marca alemã das três listras recuperou terreno e aparece como a fornecedora com maior número de seleções classificadas: 14. A Adidas aposta na coleção “Bringback”, com designs que remetem aos modelos clássicos e oversized dos anos 1990, vestindo gigantes como Argentina, Alemanha, Espanha e México.

A Nike, que liderava o ranking até a Copa do Catar em 2022 (a última com 32 seleções), agora é a segunda colocada e foca na tecnologia de performance e na exploração da herança cultural. O destaque absoluto é o Brasil, que além da tradicional amarelinha, apresentou um uniforme reserva azul marinho com o icônico logotipo “Jumpman” da Jordan Brand, buscando o público jovem norte-americano. A França, Inglaterra, Holanda e os anfitriões EUA e Canadá são outros destaques.

Puma e a ascensão das Marcas Alternativas

A Puma consolidou sua terceira posição investindo pesado mais uma vez no mercado africano e europeu de médio porte. Seleções como Marrocos, Senegal, Egito e Gana formam a espinha dorsal da empresa para este ciclo. Outros destaques da marca são Portugal (que recentemente trocou a Nike pela marca alemã), Suíça, Tchéquia, Áustria e a Nova Zelândia.

Atrás das “Big 3”, o mundial de 2026 abre (pouco) espaço para marcas menos globais que buscam visibilidade. Marathon (Equador), Merooj (Irã), Capelli Sport (Cabo Verde) e até a estreante 7SABER (Uzbequistão) tentam quebrar o oligopólio das gigantes, focando em designs que celebram a identidade local de forma mais artesanal.

O Impacto da “Segunda Tela” no Design

As marcas projetaram os uniformes de 2026 pensando na visualização digital. Cores mais vibrantes e padrões gráficos de alta definição foram escolhidos para “saltar aos olhos” nas telas de smartphones e tablets.
A estratégia visa o engajamento imediato nas redes sociais: quanto mais “instagramável” for a camisa, maior o volume de vendas no e-commerce. No Kmiza27, nós amamos camisas de futebol e entendemos que o uniforme deixou de ser apenas vestimenta para se tornar um ativo digital de alta performance.

Ame ou odeie: no Brasil, o “Jumpman” virou apropriação cultural

Nem todas as camisas lançadas caíram nas graças dos torcedores. A maior polêmica do ciclo é, sem dúvida, a substituição do icônico Swoosh da Nike pelo logo de Michael Jordan no uniforme azul (reserva) do Brasil. Bom, para começar, esse projeto já nasceu polêmico porque a camisa original seria vermelha, e foi defenestrada pela opinião pública e acabou abortada. O azul voltou para a camisa reserva do Brasil, mas não sem treta: a inclusão da logo premium da Nike que estampa a icônica imagem de Michael Jordan virou tema de debates que vão desde “era o Pelé que deveria estar ali” até “apropriação cultural” e “nada a ver um ídolo do basquete na camisa da Seleção”. Embora seja uma estratégia de lifestyle para o mercado norte-americano, os puristas criticam a perda da identidade “futebolística” em favor de uma marca de basquete.

Camisa reserva do Brasil em 2026 carrega a polêmica do logo da Nike com Michael Jordan

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Copa do Mundo 2026

Mbappé apagado, Vini iluminado: Por que o camisa 7 reassumiu o protagonismo.

Na ausência do craque francês, fora desde 24 de abril, Vini Jr. passou a ser não somente a referência técnica, mas também de liderança.

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Foto: Judit Cartiel/Getty Images

Mbappé em modo avião, literalmente

A postura de Kylian Mbappé vem gerando cada vez mais incômodo no Real Madrid. De acordo com o jornal francês L’Équipe, o atacante tem sido visto como individualista, provocando desgaste tanto com os torcedores quanto dentro do clube. O problema não é falta de gols. São 42 gols em 46 jogos nessa temporada pelo Real. O problema é o que acontece quando as chuteiras ficam no armário.

Fora dos gramados desde 24 de abril por causa de um problema muscular na coxa, Mbappé aproveitou o fim de semana para ir a Cagliari, na Itália, acompanhado da atriz Ester Expósito. A decisão não caiu bem, especialmente por acontecer às vésperas do clássico contra o Barcelona. Para piorar, Mbappé retornou a Madri poucos minutos antes do início da partida contra o Espanyol, o que ampliou a percepção de falta de comprometimento em um momento crucial da temporada. 

E esse não foi o primeiro episódio. Em março, durante uma derrota do Real Madrid para o Getafe, o francês foi visto jantando em Paris com amigos, o que já havia gerado controvérsia e críticas. 

Mbappé lamenta. (Foto: Marcelo Del Pozo/Reuters)

Smoking no vestiário: a metáfora que ficou no ar

O técnico Álvaro Arbeloa, sem citar nomes, afiou o bisturi na coletiva. “Me incomoda quando corremos menos que os outros, e não apenas sem bola. O Real Madrid não se construiu entrando em campo de smoking, mas se sujando de suor e de barro”, disparou o comandante. 

Dois episódios recentes teriam sido o estopim para a crise: um atraso de 40 minutos para um almoço oficial da equipe e uma atitude desrespeitosa a um membro da comissão técnica durante um treinamento. O que mais irritaria o grupo é a ausência de punições — a percepção de que o atacante tem privilégios intocáveis começou a quebrar a harmonia do elenco. Quando a estrela mais cara do planeta não é cobrada como os outros, o vestiário racha por dentro.

O reflexo dessa tensão é o aparente isolamento do craque com o restante do elenco. Atualmente, Mbappé manteria laços estreitos apenas com o “clã francês” do elenco, formado por Ferland Mendy, Aurélien Tchouameni e Eduardo Camavinga. 

Entra Vini Jr., o capitão sem braçadeira

Enquanto a novela francesa se arrasta, o camisa 7 carioca parece ter reassumido seu papel de liderança. Arbeloa foi direto ao ponto após a vitória sobre o Espanyol: “Ele voltou a fazer uma grande exibição, marcando dois golaços, sendo o líder no setor ofensivo da equipe e uma ameaça cada vez que pega na bola. É muito agressivo, inteligente, muito corajoso, constante.”

Arbeloa completou o elogio com força total: “Um jogador fantástico, um líder nato, um companheiro de equipe que todos adoram, uma ótima pessoa. Tenho muito orgulho de tê-lo como jogador; sou incrivelmente sortudo.” 

Os números de Vini em 2026 sustentam cada palavra: 16 gols em 28 jogos, segundo maior artilheiro do ano no futebol europeu, atrás apenas de Harry Kane. E mais: o brasileiro entrou numa seleta prateleira do clube, tornando-se apenas o oitavo atleta do Real Madrid a fazer 20 ou mais gols em cinco temporadas seguidas.

O Brasil precisa do líder que o Real Madrid já descobriu

A Copa do Mundo começa em menos de 40 dias, e o Brasil chega ao torneio buscando algo que não vê desde 2002: a taça. Vini Jr. não é apenas o melhor jogador da Seleção, ele pode ser o eixo emocional de um grupo que historicamente naufraga quando falta alguém para segurar o leme nos momentos de tempestade.

Vini Jr. comemora gol. (Foto: Conmebol)

O que o Real Madrid mostrou nesta temporada é revelador: quando Vini assume a liderança, o time respira diferente. E lidera pelo exemplo, pelos gols, por ajudar na marcação, pelo abraço no companheiro que errou.

A pergunta que devemos fazer é: “O entorno vai saber proteger e empoderar esse líder que está em plena ascensão?” Se a resposta for sim, o Brasil pode ter, finalmente, um líder que uma Copa exige.

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Copa do Mundo 2026

Protocolo de raios nos EUA: como o rígido sistema de alerta de tempestades pode (e vai) impactar a Copa do Mundo 2026.

Jogos atrasados ou parados por horas? Sim, teremos! Entenda por que a polêmica regra das 8 Milhas vai ditar o ritmo de muitas partidas do Mundial disputadas em território americano. Protocolo não se aplica no México e no Canadá, que receberão 26 dos 104 jogos

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Placar eletrônico do Inter&Co Stadium, em Orlando, Flórida, mostra anúncio de "Weather Delay": atraso de evento por causa de alerta de tempestade durante jogo do Mundial de Clubes em 2025.

A Copa do Mundo de 2026 terá um desafio logístico “invisível” que vai muito além do deslocamento entre três países: o rigoroso protocolo de segurança contra tempestades elétricas dos Estados Unidos. Diferente do que ocorre na Europa ou na América do Sul, onde o árbitro muitas vezes decide sobre a continuidade sob chuva, nos EUA a palavra final é da tecnologia e das normas de segurança pública. O sistema, que já causou interrupções em massa no Mundial de Clubes da FIFA 2025, promete ser um fator determinante para a pontualidade — ou a falta dela — no próximo ano, já que 78 dos 104 jogos serão disputados em território americano e, portanto, sujeitos à regra.

A “Regra das 8 Milhas”

O protocolo padrão adotado em ligas como a MLS e a NFL é implacável: se um raio for detectado em um raio de 8 milhas (aproximadamente 13 quilômetros) do estádio, a partida é imediatamente suspensa. Jogadores, comissões técnicas e torcedores devem abandonar o campo e as arquibancadas abertas para buscar abrigo em áreas cobertas. E se prepare: isso certamente vai acontecer durante jogos da Copa.

Entenda como o rígido protocolo em eventos dentro dos EUA vai impactar a Copa do Mundo

A angústia do cronômetro que não para (e o pior, reinicia)

O que torna a espera angustiante para fãs e emissoras de TV é a “janela de 30 minutos”. Após cada raio detectado dentro do perímetro de segurança, um cronômetro de meia hora é iniciado. Se um novo raio cair aos 29 minutos de espera, o relógio volta para o zero. No Mundial de Clubes de 2025, disputado no mesmo período no ano passado até como teste dos estádios americanos, partidas como Chelsea x Benfica e Ulsan x Mamelodi Sundowns sofreram atrasos que superaram 3 horas, transformando jogos da tarde em eventos noturnos.

O caos do Mundial de Clubes 2025

O evento teste da FIFA deixou claro que o clima americano não perdoa o calendário du futebol no resto do mundo. No verão dos EUA, tempestades de fim de tarde são comuns e extremamente violentas. No Mundial de Clubes de 2025, cinco jogos foram afetados por tempestades elétricas só na primeira semana. O impacto foi além do campo: jogadores reclamaram da quebra de ritmo e torcedores enfrentaram dificuldades com transportes e logística de saída dos estádios sob alerta de furacão ou tornados em algumas regiões. E não há motivos para achar que será diferente agora, pois os jogos serão disputados na mesma época.

Jogo entre Chelsea e Benfica em Charlotte foi interrompido horas, começou de dia e só terminou à noite no Mundial de Clubes de 2025. Crédito: Buda Mendes/Getty Images

O fator determinante para a Copa 2026

Para a Copa do Mundo, o risco é amplificado pela escala do evento. Com 104 jogos, qualquer atraso em uma partida pode gerar um efeito dominó nas transmissões globais e no descanso das seleções. Lembrando que 78 dos 104 jogos serão disputados em território americano e, portanto, estão sob efeito do protocolo das 8 Milhas. Estados como Flórida (Miami) e Texas (Dallas e Houston), conhecidos como “capitais dos raios”, serão monitorados em tempo real pelo Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA. A FIFA já confirmou que não pode ignorar esses protocolos locais, priorizando a segurança física sobre o cronograma comercial. Os demais 26 jogos disputados no México e no Canadá provavelmente terão condições ais flexíveis em caso de tempestades.

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