O alce Maple, a onça-pintada Zavu e a águia Clutch são os mascotes da Copa de 2026
Desde que o leão World Cup Willie (ao lado) apareceu em 1966, a figura do mascote tornou-se uma ferramenta de marketing de bilhões de dólares. Em 2026, as estrelas da vez são três: Maple (alce, representando o Canadá), Zayu (onça-pintada, do México) e Clutch (águia-americana, símbolo dos EUA). Mas você sabia que para cada Naranjito (mascote da Copa da Espanha em 1982 que até hoje faz sucesso), “Zakumi” ou “Fuleco” que chega às prateleiras e rende milhões, dezenas de conceitos são descartados em salas de reunião da FIFA. Alguns por serem bizarros demais, outros por tocarem em feridas políticas ou simplesmente por falharem na tentativa de serem “modernos”. E ainda temos os casos dos que, mesmo aprovados, não caíram no gosto do público e ainda gararam polêmicas. Vamos relembrar alguns deles?
O Mistério de 2002: O que eram os Spheriks?
A Copa na Coreia e no Japão já tinha os ineditismos de ser na Ásia e de ter duas sedes, e ainda tentou romper com a tradição de animais e humanos como mascotes. Mas nessa, falhou miseravelmente. O resultado foram os Spheriks (Ato, Kaz e Nik), que são… Bom, são isso aí! O que poucos sabem é que a ideia original envolvia criaturas ainda mais abstratas e “alienígenas”, que foram suavizadas após pesquisas de mercado indicarem que as crianças tinham medo das formas pontiagudas e das cores fluorescentes originais. Foi a primeira vez que o design digital “apanhou” para a aceitação do público.
Alguns mascotes das Copas tiveram a consagração do público e até hoje fazem muito sucesso
Mas há os que geraram polêmicas, não caíram nas graças do público e são pouco lembrados
O Caso “Ciao”: O Boneco de Blocos que Dividiu a Itália
Em 1990, a Itália apresentou o Ciao, um boneco feito de blocos com as cores da bandeira e uma bola no lugar da cabeça. Até hoje, ele é citado em escolas de design como um exemplo de “ame ou odeie”. O que não foi revelado na época é que houve uma forte pressão para que o mascote fosse um personagem histórico (como um Gladiador ou o Pinóquio), mas a FIFA insistiu em algo que fosse “fácil de reproduzir em pixels”, prevendo a era dos videogames.
ANO / COPA
MASCOTE
CONCEITO
POR QUE GEROU POLÊMICA
1982 / Espanha
Naranjito
Uma laranja
Críticas ferozes da imprensa espanhola por ser “simples demais” para representar a cultura ibérica.
1986 / México
Pique
Uma pimenta jalapeño
Acusado de reforçar estereótipos mexicanos (chapéu e bigode).
2006 / Alemanha
Goleo VI
Um leão sem calças
Gerou debates na Alemanha sobre a falta de roupas e o fato de leões não serem animais nativos do país.
2022 / Catar
La’eeb
Um lenço de cabeça (Keffiyeh)
Gerou memes globais comparando-o ao “Gasparzinho”.
Os “Quase-Mascotes” de 2026
Para a Copa na América do Norte, com três países dividindo a sede, o desafio era criar algo que não privilegiasse apenas uma cultura (como a Águia americana, o Bordo canadense ou a Arara mexicana). Nesse contexto, surgiram Maple (alce), Zayu (onça-pintada) e Clutch (águia-americana) como representantes de Canadá, México e Estados Unidos, respectivamente. Mas fontes de agências de design indicam que a FIFA descartou rascunhos de animais híbridos (uma mistura de urso com coiote) por parecerem “quimeras assustadoras”. O trio de 2026 ainda vem com outra proposta: pela primeira vez se tornarão mascotes jogáveis – eles farão parte do FIFA Heroes, jogo virtual de futebol de cinco que será lançado pela FIFA às vésperas da Copa. O objetivo da entidade que rege o futebol mundial é tornar a competição cada vez mais próxima do público jovem.
Curiosidades dos Mascotes
O mascote de 1974, Tip e Tap, eram dois meninos alemães. A ideia na época era simbolizar a união das Alemanhas Ocidental e Oriental, mas o design foi criticado por ser “genérico demais”, parecendo apenas um anúncio de marca de leite da época.
Mesmo ainda um ícone histórico quando o assunto é mascote da Copa, o simpático Naranjito (Espanha, 1982) também apanhou da crítica local. Quem não gostava dele o acusava de ser “simples demais” para representar a cultura ibérica.
Em 1986, no mesmo México sede de 2026, o mascote era Pique, uma pimenta jalapeño. Até fez sucesso, mas era frequentemente acusado de reforçar estereótipos mexicanos (chapéu e bigode).
Em 2006, o Leão Goleo foi o campeão das polêmicas. Gerou debates acalorados na Alemanha desde sobre a falta de roupas até o fato meio óbvio de leões não serem animais nativos do país.
Na Copa do Catar em 2022, o mascote La’eeb era um tradicional lenço de cabeça (Keffiyeh), muito importante na cultura do Oriente Médio, mas gerou uma avalanche de memes globais comparando-o ao “Gasparzinho”, o fantasminha camarada.
Desde a Copa de 1990, mascotes viraram um mercado milionário para a FIFA e os países-sede