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Esporte

André e João Gomes são rebaixados na Inglaterra e isso reabre uma velha pergunta sobre os brasileiros na Europa

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Jogadores brasileiros André e João Gomes com a camisa do Wolverhampton na Premier League
Foto: Getty Images

O Wolverhampton foi rebaixado da Premier League 2025/26. Com apenas 17 pontos em 33 jogos, o clube confirmou o retorno à Championship, a segunda divisão inglesa, e arrastou consigo três brasileiros que chegaram ao clube com status de grande contratação: o volante André, ex-Fluminense campeão da Libertadores; João Gomes, revelação das categorias de base do Flamengo, e Pedro Lima, uma das grandes promessas do Sport nesse século.

A queda do Wolves: o que deu errado

A temporada dos Wolves foi uma das piores da história recente do clube na elite inglesa. Em dezembro de 2025, a equipe superou o recorde negativo de maior sequência sem vencer na Premier League, com 18 rodadas consecutivas sem triunfo. O ponto de virada foi a venda do atacante Matheus Cunha ao Manchester United por R$ 472 milhões. O brasileiro foi a espinha dorsal da equipe na temporada anterior, com 17 gols e 6 assistências.

Os reforços contratados para substituí-lo, como o colombiano Jhon Arias, não conseguiram compensar a ausência. A equipe amargou derrotas seguidas e nunca encontrou estabilidade tática, trocando de técnico e acumulando resultados negativos ao longo de toda a temporada.

André e João Gomes: protagonistas em campo, vítimas do coletivo

O drama do rebaixamento não apaga os números individuais especialmente de João Gomes. Em janeiro, o volante ex-Flamengo chegou a liderar oito estatísticas da equipe, entre elas desarmes (52), passes certos (1.000), duelos pelo chão ganhos (100) e minutos jogados (1461). Em um time disfuncional, o brasileiro foi o que mais trabalhou.

André, por sua vez, virou coadjuvante involuntário de uma temporada que prometia muito e entregou pouco. O meio-campista, que chegou cercado de expectativas após conquistar a Libertadores com o Fluminense em 2023, viveu em Wolverhampton o cenário oposto ao que imaginava quando deixou o Brasil.

O dilema de sempre: gigante brasileiro ou médio europeu?

O rebaixamento do Wolves reacende um debate que o futebol brasileiro nunca resolveu de verdade. Gabigol verbalizou com clareza: é melhor ser protagonista em um grande clube brasileiro do que figurante em time médio europeu. Pedro e o próprio Gabigol voltaram para o Brasil sem deixar marca na Europa antes de se tornarem ídolos no Flamengo.

Os fatores que empurram os jogadores para fora são reais: a desvalorização do real, a pressão dos clubes brasileiros por caixa rápido, a sedução do sonho europeu e a influência de empresários que lucram com transferências. O problema é que esses fatores raramente levam em conta a qualidade do destino, apenas a existência dele. Sair do Brasil virou quase um reflexo, independentemente de o clube europeu estar subindo ou afundando na tabela.

O problema é que a Europa não é tudo igual. Ir para o Manchester City ou para o Real Madrid é diferente de ir para o Wolverhampton em queda livre. E André e João Gomes aprenderam isso da pior forma: jogando bem demais para um time que nunca teve condições de aproveitá-los.

Atlético-MG

Imprensa espanhola chama Brasileirão de inferno dos treinadores: 10 técnicos demitidos em 10 rodadas

Diário espanhol AS lembrou que na lista estão os três últimos técnicos da Seleção Brasileira.

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Dorival Júnior, ex-treinador da Seleção Brasileira, demitido pelo Corinthians no Brasileirão 2026
Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Brasileirão 2026 chamou a atenção além das fronteiras do Brasil, mas não foi exatamente pelo bom futebol. O diário esportivo espanhol AS publicou uma reportagem especial chamando o futebol brasileiro de “inferno dos treinadores”, após constatar que 10 técnicos foram demitidos nas primeiras 10 rodadas do Campeonato Brasileiro.

Os 10 demitidos nas 10 primeiras rodadas

A lista reúne nomes de peso, incluindo os três últimos treinadores da Seleção Brasileira: Tite (Cruzeiro), Fernando Diniz (Vasco) e Dorival Júnior (Corinthians).

ClubeTreinador demitidoRodada
Atlético-MGJorge Sampaoli3ª 
VascoFernando Diniz3ª 
RemoJuan Carlos Osório4ª 
FlamengoFilipe Luís4ª 
São PauloHernán Crespo5ª 
CruzeiroTite6ª 
SantosJuan Vojvoda7ª 
BotafogoMartín Anselmi8ª 
ChapecoenseGilmar Dal Pozzo9ª 
CorinthiansDorival Júnior10ª 

O que a imprensa espanhola viu que o Brasil já normalizou

AS apontou uma curiosidade que incomoda: ao mesmo tempo que os clubes dispensam técnicos no ritmo de um por semana, o Brasil recicla sempre os mesmos nomes. A publicação cita Renato Gaúcho como símbolo da falta de renovação, já que o treinador está em sua sétima passagem pelo Fluminense.

Para o jornal espanhol, isso revela um ciclo vicioso: a impaciência dos dirigentes empurra os clubes a demitir rápido, mas a falta de novas referências faz com que sempre recorram ao mesmo cardápio de técnicos disponíveis.

O contraponto: Abel Ferreira como exceção à regra

AS também registrou o outro lado da moeda. Para ilustrar que estabilidade é possível e rentável, a reportagem citou Abel Ferreira, o português que comanda o Palmeiras desde o segundo semestre de 2020. Em mais de cinco anos no cargo, Abel acumulou títulos e construiu uma das maiores dinastias recentes do futebol continental.

Com 10 demissões em 10 rodadas, o Brasileirão 2026 já equivale a 46% de todas as demissões de 2025 inteiro, quando o campeonato terminou com 22 trocas de comando. O ritmo, se mantido, pode quebrar recordes históricos da competição.

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Esporte

Messi e CR7 fora de campo: a rivalidade que não tem aposentadoria

Dois meses separaram as aquisições de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi no futebol espanhol. A maior rivalidade do futebol moderno não parece ter terminado com o apito final.

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Dois craques, dois clubes, uma mesma obsessão

Em fevereiro de 2026, Cristiano Ronaldo adquiriu 25% do UD Almería, clube da segunda divisão espanhola, por meio de sua empresa “CR7 Sports Investments”. Menos de dois meses depois, Lionel Messi oficializou a compra de 100% da Unió Esportiva Cornellà, time da Catalunha que disputa a terceira divisão do Campeonato Espanhol.

A movimentação quase simultânea reacendeu o debate eterno entre torcedores ao redor do mundo. Desta vez, porém, o campo de disputa não é o gramado.

CR7 chega com ambição e conexões sauditas

Ao confirmar o negócio, Ronaldo declarou que sempre teve a ambição de contribuir para o futebol além das quatro linhas e que enxerga no Almería uma fundação sólida e potencial claro de crescimento. O clube briga diretamente pelo acesso à La Liga, e a entrada do português como acionista já movimentou o mercado.

O Almería tem 48 pontos em 27 jornadas e vai na terceira colocação, a apenas dois pontos do líder Racing de Santander, com 15 rodadas ainda por disputar. Ronaldo não vai bater bola nem escalar time — mas traz algo que vale ouro para um clube do interior da Andaluzia: visibilidade global instantânea. 

Foto: Getty Images

Messi volta à Catalunha — desta vez como dono

Do outro lado da Espanha, Messi escolheu um clube com alma. O UE Cornellà, fundado em 1951, tem tradição na revelação de jogadores e já foi porta de entrada para nomes como o goleiro David Raya, do Arsenal, e Jordi Alba, ex-Barcelona. Para o argentino, não é apenas um investimento — é uma declaração de amor à região que o formou como jogador e como pessoa.

O objetivo é claro: subir de divisão e consolidar o projeto esportivo sob nova gestão, com o time já garantido nos playoffs de acesso. O comunicado do clube foi direto ao ponto e cheio de emoção: com a transação, Messi reforça sua estreita relação com Barcelona e seu compromisso com o desenvolvimento do esporte e dos talentos locais na Catalunha.

Foto: Megan Briggs/Getty Images

O confronto direto vai acontecer?

A pergunta que não quer calar: Almería x UE Cornellà, com Messi e CR7 nas arquibancadas opostas, pode rolar? Por ora, o cenário parece mais sonho do que realidade. O clube do argentino disputa uma vaga para a quarta divisão espanhola, enquanto o Almería de Ronaldo briga pelo retorno à primeira divisão. São mundos diferentes dentro de uma mesma Espanha.

Um confronto entre os dois só seria possível na Copa do Rei, competição que mistura clubes de todas as divisões. Enquanto isso não acontece, o torcedor vai ter que se contentar em torcer, ou secar, de longe.

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CONMEBOL

Por que Libertadores da América? Conheça os heróis reais por trás da taça mais cobiçada pelos sul-americanos

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Close-up da taça da Libertadores da América, mostrando os detalhes em prata e a base de madeira com as placas dos clubes campeões.

A Libertadores da América, principal competição de clubes do continente, carrega um nome que transcende o esporte para homenagear os líderes dos processos de independência das colônias espanholas e portuguesas na América do Sul. Criada em 1960 pela Conmebol, a denominação atual foi oficializada em 1965 como um gesto de união continental e celebração da soberania política da região. O termo “Libertadores” refere-se a um grupo seletivo de militares e políticos que, no século XIX, romperam os laços coloniais com a Europa.

Os rostos por trás da taça

O panteão dos Libertadores da América é composto por figuras que lideraram exércitos e movimentos revolucionários. Os nomes de certa forma estão na memória de todo torcedor sul-americano, mesmo sem saber: Bolívar, San Martin, Artigas, Sucre, O’Higgins e até Atanásio Girardot, o nome do lendário estádio em Medellín, na Colômbia, estão diretamente ligados aos “Libertadores da América”.

Embora a lista oficial da Conmebol nunca tenha sido uma “escalação” fixa, os nomes abaixo são o núcleo histórico homenageado pela competição:

Simón Bolívar (1783-1830): O mais famoso deles, conhecido como “El Libertador”. Foi fundamental na independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e na fundação da Bolívia.

Simón Bolivar

José de San Martín (1778-1850): General argentino e principal líder da independência da Argentina, do Chile e do Peru. É o grande estrategista do Sul, famoso por cruzar os Andes com suas tropas.

José de San Martin

Dom Pedro I (1798-1834): Representa o processo brasileiro. Proclamou a independência do Brasil em 1822, sendo o único líder de uma monarquia entre os libertadores republicanos.

Dom Pedro I

Antonio José de Sucre (1795-1830): Braço direito de Bolívar e herói da Batalha de Ayacucho, que selou a independência da América do Sul espanhola. Foi o segundo presidente da Bolívia.

Antonio José de Sucre

Bernardo O’Higgins (1778-1842): Considerado o pai da pátria chilena, comandou as forças que libertaram o Chile do domínio espanhol ao lado de San Martín.

Bernardo O’Higgins

José Gervasio Artigas (1764-1850): Líder da “Banda Oriental”, fundamental na formação do que viria a ser o Uruguai e defensor do federalismo no Rio da Prata.

José Gervasio Artigas

Manuel Atanásio Girardot (1791–1813): Um dos heróis da independência da Colômbia e da Venezuela, atuando como braço direito de Simón Bolívar. Morreu aos 22 anos em combate na Batalha de Bárbula, ao tentar hastear a bandeira republicana.

Atanásio Girardot

De “Campeões das Américas” à “Libertadores”

Originalmente, a competição se chamava Copa dos Campeões da América, seguindo o modelo da recém-criada Copa dos Campeões da Europa (atual Champions League). A mudança para “Libertadores da América” ocorreu em 1965, durante uma reunião em Assunção, no Paraguai. A ideia era dar uma identidade própria e patriótica ao torneio, diferenciando-o da matriz europeia através do orgulho histórico sul-americano.

O simbolismo na “Glória Eterna”

Hoje, o nome tornou-se uma marca poderosa que evoca batalhas, resiliência e a conquista de território — elementos que o torcedor transfere para as quatro linhas. Levantar o troféu não é apenas vencer um campeonato, mas sim atingir o status de “Libertador” em um continente que respira sua própria história. A taça, com suas placas de clubes campeões, é o maior monumento vivo a esses ideais de liberdade.

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