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Esporte

500 gols na Libertadores: o Palmeiras entrou num clube com poucos sócios

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Zagueiro Murilo comemorando gol do Palmeiras na Libertadores 2026
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O Palmeiras entrou para um seleto grupo na história da Copa Libertadores. Na noite desta quinta-feira (16), com gol do zagueiro Murilo no Allianz Parque, o Verdão atingiu a marca de 500 gols na competição durante a vitória por 2 a 1 sobre o Sporting Cristal, pela 2ª rodada da fase de grupos de 2026. O Palmeiras se torna o único clube brasileiro a alcançar esse número e apenas o 4º da história, ao lado de River Plate, Nacional e Peñarol.

O gol histórico

Aos 26 minutos do primeiro tempo, Murilo aproveitou um cruzamento do atacante Allan e cabeceou para o fundo da rede. Sem saber na hora, o zagueiro tinha acabado de escrever seu nome na história do clube.

Mais tarde, Flaco López ainda converteu um pênalti e ampliou para 501, abrindo nova contagem na jornada.

Flaco López marcou o segundo gol do Palmeiras na partida. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Flaco López, do Palmeiras, comemora seu gol contra o Sporting Cristal. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Um clube de apenas 4 sócios

Os outros três integrantes desse clube exclusivo são: River Plate, que lidera com 682 gols, seguido por Nacional (602) e Peñarol (592). O Palmeiras aparece em 4º com 501.

O mais impressionante: no ranking entre os brasileiros, o Palmeiras está sozinho no topo com uma vantagem abissal. O segundo colocado é o Flamengo, com apenas 360 gols, seguido de São Paulo (331), Grêmio (328) e Cruzeiro (309).

PosiçãoClubeGols
River Plate (ARG)682
Nacional (URU)602
Peñarol (URU)592
Palmeiras (BRA)501
Boca Juniors (ARG)498
Olimpia (PAR)495

A campanha no Grupo F

Com a vitória, o Palmeiras assumiu a liderança do Grupo F com 4 pontos, à frente do próprio Sporting Cristal, com 3. Abel Ferreira pode demorar, pode sofrer, como aconteceu na noite de quinta, mas o resultado vem. São 501 razões para acreditar nisso.

Athletico

Do CT do Caju para o mundo: Athletico revela mais uma joia e sua fábrica de craques envergonha Liverpool e Juventus

Athletico-PR está entre as 100 melhores bases do mundo e repete o modelo que revelou Fernandinho

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Jogador da base do Athletico-PR comemorando gol
Foto: João Heim/Zimel Press/Gazeta Press

O Athletico-PR é oficialmente uma das 100 melhores categorias de base do mundo. O Furacão ocupa a 58ª posição no ranking do Observatório Internacional de Estudos Futebolísticos (CIES Football), que avalia o número de jogadores revelados, o nível dos clubes onde atuaram e os minutos jogados em 49 ligas ao redor do globo. Com essa posição, o clube paranaense está na frente de gigantes europeus como Atlético de Madrid, Liverpool e Juventus. E a venda de Bruninho, de 17 anos, ao Shakhtar Donetsk por 15 milhões de euros, é a prova mais recente de que o modelo do CT do Caju segue funcionando.

O ranking que colocou o Furacão no mapa global

O relatório do CIES analisou escolas de formação de 49 ligas ao longo de uma temporada completa e listou os 100 melhores clubes formadores do planeta. O Athletico foi o único clube do sul do Brasil a figurar na lista, ocupando a 10ª colocação entre os brasileiros, atrás de São Paulo, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro, Internacional e Fluminense.

O estudo aponta 35 jogadores revelados no CT do Caju que atuaram nas ligas avaliadas, acumulando 2.914 minutos, um dado que coloca o Furacão como um dos maiores exportadores de minutos de jogadores formados no país.

PosiçãoClubePaís
BenficaPortugal
BarcelonaEspanha
River PlateArgentina
AjaxHolanda
Boca JuniorsArgentina
Real MadridEspanha
58ºAthletico-PRBrasil

O modelo que nunca muda: revelar, valorizar e vender

A estratégia do Athletico não é nova. Desde a gestão de Mário Celso Petraglia, a partir de 1995, o clube investiu primeiro em estrutura física, com um CT considerado entre os melhores do Brasil, e depois em metodologia de base, criando um ciclo de revelação e exportação de talentos.

O “modelo Fernandinho” virou símbolo desse ciclo: revelar um talento, colocá-lo no profissional ainda jovem e vendê-lo ao exterior antes que grandes clubes do Brasil o assediem. Fernandinho saiu para o Shakhtar Donetsk por R$ 22,6 milhões na época. Décadas depois, Bruninho repete o mesmo caminho, o mesmo destino e o mesmo comprador, por 14 milhões de euros (R$ 82,26 milhões), sendo 11 milhões de euros fixos + 3 milhões de euros em bônus.

Bruninho: a joia que resumiu tudo

O atacante de 17 anos fez 23 gols em 37 jogos pelo Sub-17 em 2025 e foi integrado diretamente ao elenco profissional ao longo do Campeonato Paranaense 2026, estreando com gol. Antes de completar cinco meses como profissional, já está embarcando para a Europa.

O Furacão manteve 20% dos direitos econômicos na negociação, proteção financeira para uma futura valorização, exatamente como fez em vendas anteriores.

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Copa do Mundo 2026

Chile x Brasil: freguesia que atravessa gerações nas Copas

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Brasileiro Garrincha se prepara para driblar o zagueiro do Chile na semifinal da Copa do Mundo de 1962.

Como diria o narrador Galvão Bueno: Tá em crise? Chama o Chile! O bordão famoso é bem-humorado, mas ilustra bem uma das maiores sinas de um país em Copas do Mundo.

A trajetória do Chile nos Mundiais é marcada por um misto de talento técnico e uma barreira geográfica e psicológica intransponível: o Brasil. Nas quatro vezes que o Chile conseguiu avançar da fase de grupos na história das Copas, em todas o destino colocou a Seleção Brasileira em seu caminho.

O retrospecto é implacável, com eliminações traumáticas em todas: em casa na semifinal em 1962, goleadas em 1998 e 2010 e a quase vingança de 62 em 2014, no Mineirão, com a bola de Pinilla no travessão nos acréscimos da prorrogação e depois a derrota nos pênaltis.

O auge doméstico e o carrasco Garrincha

A melhor campanha da história de “La Roja” aconteceu em 1962, quando o país sediou o evento. Naquela ocasião, o Chile chegou às semifinais, mas foi parado pelo brilhantismo de Garrincha, perdendo por 4×2 e abrindo caminho para o bicampeonato brasileiro. O consolo veio na disputa de terceiro lugar, com uma vitória de 1×0 sobre a Iugoslávia, garantindo a maior glória do futebol chileno até hoje.

A cicatriz do Maracanã e o banimento

Um dos capítulos mais sombrios do futebol sul-americano envolveu o Chile nas Eliminatórias para a Copa de 1990. No episódio que ficou conhecido como “O Incidente de Roberto Rojas”, o goleiro chileno simulou ter sido ferido por um sinalizador atirado pela “Fogueteira do Maracanã” Rosenery Mello em um decisivo contra o Brasil pelas eliminatórias. Além da eliminação em campo naquele dia, a farsa foi descoberta, resultando em um banimento severo que impediu o Chile de disputar as eliminatórias da Copa de 1994.

A freguesia consolidada

Nas Copas da França e da África do Sul, o roteiro foi impiedoso. Em 1998, o ótimo Chile da dupla Za-Sa (Zamorano e Salas) caiu nas oitavas após uma goleada por 4×1, com exibições de gala de Ronaldo e César Sampaio. Já em 2010, sob o comando de Marcelo Bielsa, a equipe apresentou um futebol ofensivo e vistoso, mas sucumbiu novamente diante da eficiência brasileira do técnico Dunga: um 3×0 inapelável que encerrou o sonho chileno precocemente.

Ronaldo e Ivan Zamorano após goleada brasileira por 4×1 nas oitavas da Copa de 1998

O trauma do Mineirão e a última dança

Mas a eliminação mais dolorosa ocorreu em 2014, no Brasil. Após um empate em 1×1 no tempo normal e uma bola no travessão de Pinilla no último minuto da prorrogação, o Chile foi derrotado nos pênaltis no Mineirão (o mesmo palco do 7×1 poucos dias depois). O revés marcou a última participação chilena em Copas até hoje, mas também serviu de combustível para a “Geração de Ouro”, que logo em seguida conquistou o bicampeonato da Copa América (2015 e 2016), as únicas taças da história do país.

O fim da Geração de Ouro e o hiato atual

Após o brilho de nomes como Alexis Sánchez e Arturo Vidal na década passada, o Chile enfrenta um período de terra arrasada. A equipe não conseguiu se classificar para as últimas três edições do Mundial: Rússia (2018), Catar (2022) e a recente edição na América do Norte (2026), inclusive ostentando a lanterna das eliminatórias. O hiato evidencia a dificuldade de renovação após o fim de sua maior geração.

A sina do Chile nas Copas

Abaixo, o histórico detalhado da participação chilena no torneio:

COPA DO MUNDORESULTADOALGOZOBSERVAÇÃO
2026Não se classificouTerceira ausência seguida, com direito a lanterna das Eliminatórias, e fim melancólico da “Geração de Ouro” de Arturo Vidal, Alexis Sanchez e Cia
2022Não se classificou
2018Não se classificou
2014Oitavas de FinalBrasilDerrota traumática nos pênaltis no Mineirão após a bola na trave de Pinilla no último lance da prorrogação
2010Oitavas de FinalBrasilTime ofensivo de Marcelo Bielsa parou no pragmatismo do Brasil de Dunga: 3×0
2006Não se classificou
2002Não se classificou
1998Oitavas de FinalBrasilGoleada de 4×1, brilho de Ronaldo e fim da linha para a geração de Salas e Zamorano
1994SuspensoPunido pela FIFA (Caso Rojas)
1990Não se classificou
1986Não se classificou
1982Fase de Grupos
1978Não se classificou
1974Fase de Grupos
1970Não se classificou
1966Fase de Grupos
19623º LugarBrasil4×2 na semifinal em casa, com atuação de gala de Garrincha
1958Não se classificou
1954Não se classificou
1950Fase de Grupos
1938Não se classificou
1934Não se classificou
1930Fase de Grupos

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Copa do Mundo 2026

Todas as bolas da Copa do Mundo: Do couro pesado à Trionda

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Montagem com várias bolas Adidas Trionda, bola oficial da Copa do Mundo 2026, em um gramado de estádio de futebol.

Você conhece todas as bolas das Copas do Mundo? Desde o couro pesado do início em 1930 até o chip interno da tecnológica Trionda de 2026? A verdade é que a bola de futebol, protagonista máxima do espetáculo, mudou muito em 96 anos de história, e para isso percorreu um longo caminho desde o primeiro Mundial no Uruguai até a tecnologia de ponta que veremos em 2026.

Em quase um século de história, o objeto deixou de ser um “inimigo” de couro pesado e costuras expostas para se tornar um item aerodinâmico e inteligente. Nesta trajetória de 96 anos, cada edição da Copa do Mundo apresentou uma inovação que transformou a forma como o jogo é praticado e assistido.

Ilustração relembra todas as bolas usadas nas Copas do Mundo em 96 anos da competição

O peso do couro e as cicatrizes de 1930

Nos primeiros Mundiais, as bolas eram feitas de couro legítimo e possuíam um cadarço externo para fechar a câmara de ar. Em 1930, a final entre Uruguai e Argentina foi marcada pela disputa entre a Tiento (argentina) e a T-Model (uruguaia), modelos pesados que absorviam água e podiam causar ferimentos nos jogadores. Somente na década de 1950, com a brasileira Duplo T, é que a válvula de inflagem substituiu o cadarço, permitindo uma superfície mais lisa e segura para o cabeceio.

A grande revolução visual, porém, chegou em 1970 com a Telstar. Foi a primeira bola com o icônico design de gomos pretos e brancos (32 painéis), criada pela Adidas para facilitar a visualização nas transmissões de TV, que começavam a ser feitas ao vivo e em cores. Esse modelo se tornou o padrão mundial e o desenho que qualquer criança desenha até hoje quando pensa em futebol.

Tecnologia, cores e a era dos sintéticos

A partir de 1986, com a Azteca, o couro natural foi definitivamente abandonado em favor de materiais sintéticos. Essa mudança garantiu que a bola não ganhasse peso sob chuva e mantivesse sua forma original por mais tempo. Na década de 1990 e início dos anos 2000, vimos a explosão de cores e design, como a Tricolore (1998) — a primeira colorida — e a Fevernova (2002), que rompeu com os tradicionais desenhos de triângulos do modelo Tango.

Modelos como a Jabulani (2010) e a Brazuca (2014) focaram na redução do número de gomos para aumentar a velocidade e a precisão. Enquanto a primeira foi criticada pelos goleiros por sua trajetória imprevisível (mas virou ícone), a segunda foi aclamada por sua estabilidade aerodinâmica, resultado de testes laboratoriais exaustivos.

O futuro conectado: Al Rihla e a Trionda

Atualmente, a bola não é apenas um item físico, mas um dispositivo de dados. Em 2022, a Al Rihla introduziu sensores internos que auxiliam o VAR em decisões de impedimento semiautomático. Para 2026, a expectativa gira em torno da Trionda, que deve elevar ainda mais o nível de sustentabilidade e precisão, adaptando-se às condições climáticas variadas dos três países-sede (EUA, México e Canadá).

Trionda é a bola oficial da Copa do Mundo 2026

A evolução das bolas reflete o próprio progresso da ciência esportiva. O que começou como uma esfera de couro rústica hoje é um computador voador, pronto para registrar cada toque dos craques e garantir que a justiça prevaleça em campo.

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